sábado, 11 de julho de 2009

A volta de quem (eu) não foi...

Em grande parte do meu tempo questiono tudo o que existe à minha volta e em mim. Faço perguntas pra eu mesma, pois acho que sou a melhor pessoa pra respondê-las, mas nunca encontro as respostas. Na verdade as encontro sim, só que são tantas, mas tantas que me confundem. Não sei pra quê um monte de respostas pra somente uma pergunta. Meus pensamentos estão cada vez mais confusos, emaranhados, embaraçados, estou precisando ficar um pouco sozinha, botar a cuca no lugar, viajar pra algum canto desse mundo gigante, e não precisa ser longe, só o fato de sair um pouco dessa correria do dia-a-dia já é o bastante.

Lembro do ano passado, que foi só eu e minha mãe pra Peruíbe. E fui á praia sozinha, a minha companhia era o mar, a areia, o céu e a chuva, até aparecer o cara bacana que conversou deliciosamente comigo a tarde quase toda. E sim, só conversamos, e foi o suficiente pra eu ficar bem e ir embora sorrindo à toa.

Enfim... sabe quando a gente fica meio que sei lá? Então...


E continuo achando Fernando Pessoa incrível...

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é..."



Voltei aqui como fui: confusa!